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segunda-feira, 29 de abril de 2013






DEUSA DOS MEUS SONHOS

Deusa de ar primaveril,
vem "repisar" de mansinho
meu coração bem tristonho.
E o Poeta -- olhar febril --
ao sentir tanto carinho
"retoma" seus velhos sonhos.

Sandra bela, BELLO o nome...
refulge lá do Passado
e brilha co'o mesmo encanto.
Que me importa frio e fome
se, ao me sentir a teu lado,
a minh'alma entoa cantos ?!

Artimanhas do Destino
separaram esperanças
para terras bem distantes.
Mas o Amor de um menino
segue vivo nas lembranças,
retorna em breves instantes.

Deusa negra, Flôr da Raça,
superando dor, desgraça,
segues firme teu Destino.
E eu, aqui, vivo tormentos !
"Me consolo" com lamentos...
não deixei de ser menino !
   "NATO" AZEVEDO
(Dedicado a uma amiga de
infância... e de alegrias!)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

PÁSSARO NO F(R)IO

PÁSSARO NO F(R)IO

I
Passarinho na vida,
bem cedo eu quiz voar
e, abrindo as asas,
vivi longe de casa,
o Mundo era meu lar!
Mil sonhos de sucesso,
ter fama e dinheiro,
um amor verdadeiro...
tudo iria chegar !

I I
O tempo foi passando
e o Passado a pesar,
os fracassos tentando
a esperança esmagar
e os sonhos definhando,
sem ninguém pra ajudar.
Desilusões tirando
o brilho do meu olhar.

I I I
(refrão/BIS)
Hoje, eu quero chorar...
só posso lamentar
esperanças perdidas,
tanto sonho querido
que não vai mais voltar !

I V
Pássaro solitário,
sem família nem lar,
sem sucessos nem sonhos,
eu só quero chorar !
Em silêncio, tristonho,
já não penso em voar...
foi-se o tempo risonho,
já nem sei mais cantar !
"NATO" AZEVEDO
(OBS.: versão livre de
"Bird on the wire", de
JOE COCKER, no album
ao vivo MAD DOGS, etc)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

POVO POBRE EM FESTA RICA

CARNAVAL ANTIGO no Rio, em março/1951 (foto: LEONARD McCOMBE, Getty Images/IG)

POVO POBRE EM FESTA RICA

I
Chegou, chegou a hora...
vamos embora
porque a Vida continua.
Vamos cantar nossas tristezas
e saudar tanta beleza...
é hora de "pôr o Bloco na rua"!

I I
A Vida, entre tanta dor e pranto,
tem seus encantos...
raia o sol e brilha a lua.
Nosso dever
é lutar sem um descanso,
sem "maré mansa"
porque a Vida continua !

I I I
Estamos unidos
nesta Vila nada rica,
buscando água na bica
com crianças seminuas...
sem pai, só mãe,
sem paz, sem pão e nem brinquedo,
trabalhando desde cedo
porque a Vida continua.

I V
O povo pobre,
que tem pouco em sua mesa,
só tem por sua riqueza
o labor e a decência.
Prefere o seu
a viver na opulência,
fruto de mil indecências...
é a verdade nua e crua !

V
E é esse povo
que desce da cada Morro
-- sem pedir nenhum socorro --
pra fazer a maior festa.
E é esse povo
que constrói o Carnaval
com sangue, suor e tal...
'inda dizem que não presta !
"NATO" AZEVEDO (12/08/2012)
(OBS.: 1 - homenagem ao Bloco
Carnavalesco Unidos da Vila Rica,
do Morro dos Cabritos, Copacabana/RJ.

2 - a melodia atual tem "semelhanças"
involuntárias com a obra de Clara
Nunes e de Martinho da Vila.)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

VÔO DISTANTE (parte 1)

VÔO DISTANTE -- parte 1

I
Sou gaivota solta ao vento,
sem lar, sem planos a me guiar,
sem pão nem chão, só o firmamento...
tantos caminhos para trilhar !
Eu sigo só, sem o veneno
que tanta gente tem pra dar.
O Mundo se torna pequeno
sempre que alguém quer me humilhar.
(ou... se tem alguém a me humilhar.)

I I (refrão)
Tão longe disso eu quero estar !
Tão longe disso eu quero estar !
De um Mundo injusto, só mentiras,
de gente que não dá, só tira...
tão longe disso eu quero estar !

I I I
Bati em mil e uma portas
sem sequer uma só resposta,
sem mão amiga a me ajudar.
Mas continuo -- resistindo --
as esperanças se extinguindo...
quando é que a sorte irá mudar ?!

IV
E os sonhos que sonhei, então...
e os sonhos que sonhei em vão
nascerão, tenho certeza,
-- num Mundo sem tantas tristezas --
em algum outro coração !
"NATO" AZEVEDO
(versão livre de "Sail Away", de NEIL
YOUNG, LP Rust never sleeps/1979)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

VEJA A LUZ !

VEJA A LUZ !

I
Vejo a luz que vem do Alto
prá iluminar a minha vida,
prá curar tod'as feridas...
ter felicidade, enfim.

I I
Veja a luz que vem da aurora
prá cobrir toda a cidade,
revelar amor, bondade,
mostrar a Beleza agora.

I I I
Veja a Luz que vem dos céus
até nossos corações,
renovando as emoções,
tirando da Fé os véus.

I V
Veja a Luz que vem do Alto
com a chuva, sobre o asfalto...
arco-íris infinito
com as bênçãos do Altíssimo
prá você, prá nós, prá mim !
"NATO" AZEVEDO
(versão livre de "Long as I can
see the light" do CREEDENCE
CLEARWATER REVIVAL)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

PESADELO

PESADELO

Estava no quarto, baby !
Estava no quarto, baby;
estava no quarto, deitado.
Girava de costas, ficava de lado,
meu Deus, que calor, chegou o verão.
Ouvi um barulho, era um ruidão !
Não era um chiado e nem um miado,
fiquei paralisado... de medo.

Talvez fosse tarde, acho que era cedo
para gritar por socorro... e agora ?
Chamei minha esposa e a minha nora,
eu que nem sequer tenho mulher.
Seria um rato, quem sabe um gato
ou um desses "baratos" quaisquer.

Mas, era apenas o vento
e eu, cabeça-de-vento,
não raciocinei.
Pensei ser um fantasma...
era um gato com asma,
juro que me apavorei !

"NATO" AZEVEDO (nov./1981)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

BELÉM, CIDADE MORENA

O poema a seguir foi Menção Honrosa no I Concurso Literário da FUNTELPA/Rádio Cultura FM (em set./1986) tendo sido publicado na coletânea (pag. 514) lançada em homenagem aos 371 anos de fundação da cidade de Belém, em 12 de janeiro de 1987:

FELIZ REGRESSO

Renasceu mais um dia
e é maior a minha alegria
por estar na terra querida.
Viver em Belém
dá um novo sabor à Vida,
um doce prazer a alma.
Dias claros, noites calmas
e a chuva lavando tudo.
Nas ruas o comércio confuso
de doces, roupas, comidas,
de frutas, brinquedos, bebidas,
à sombra dos mangueirais.

Sair de Belém?! Jamais !
Só aqui há bandeiras escarlates
onde está o líquido "chocolate"
e o dourado do gostoso tacacá.
Não gorgeiam como cá
as aves que por aí gorgeiam.
Belos rios nos rodeiam
com mil peixes, mil surpresas.
São tamanhas as belezas
dessa terra de maravilhas
que me fogem as palavras.
-- "Égua, estou de novo em casa...
eu agora estou em paz" !
-- "Sair de Belém ? Jamaaaais" !

"NATO" AZEVEDO
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